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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Igreja Matriz de Vilar de Amargo


Igreja Matriz de Vilar de Amargo

Embora se conheçam referências documentais à existência de um templo em Almendra cerca de 1320, a Igreja de Nossa Senhora dos Anjos foi construída no terceiro quartel do século XVI, estando a obra de reedificação concluída possivelmente em 1565.

 Nas centúrias seguintes, a estrutura do edifício foi alterada por algumas campanhas construtivas, nomeadamente no interior, com a edificação de capelas laterais.

 O templo maneirista desenvolve-se em planta longitudinal composta por três naves rectangulares e capela-mor quadrangular, esta com contrafortes exteriores e remate em platibanda com gárgulas de canhão formando uma espécie de torreão.

 A fachada principal, de linhas sóbrias e gosto erudito, é rasgada ao centro por portal de volta perfeita enquadrado em alfiz com pilastras e rematado por frontão triangular com medalhão ao centro, onde foi gravada a data 1565. Este conjunto é ladeado por dois contrafortes e encimado por óculo. Do lado direito da fachada foi edificada a torre sineira.

 Nas fachadas laterais foram abertos dois portais de volta perfeita, que permitem o acesso às naves laterais, de estrutura igual, enquadrado em alfiz, ladeados por colunelos e encimados por frontão.

 No interior, as naves dividem-se em quatro tramos marcados por arcos de volta perfeita que assentam sobre colunas, sendo a nave central coberta por abóbada de madeira e as laterais por abóbada de aresta. Possui púlpito de talha e presbitério com teia de madeira. O arco triunfal de volta perfeita abre para a capela-mor, cujo espaço é coberto por abóbada estrelada. Ao fundo foi edificado retábulo de talha dourada e policromada, de estilo rococó.

Fonte: Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006



Igreja Matriz de Vila do Touro


domingo, 6 de maio de 2018

Casa de Diogo Cão - Vila Real



Casa de Diogo Cão - Vila Real


  III
        PADRÃO
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.
E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
13-9-1918
Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).
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