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sábado, 3 de agosto de 2013

Castelo de Marvão






      Sentinela da Raia

Embora possa ter havido ocupações anteriores deste espaço, a fundação de Marvão está associada ao último quartel do século IX e à figura de Ibn Maruán, que durante a sua revolta  contra o Emirado de Córdova se refugiou nestas terras. Aproveitando as características excepcionais do sítio, terá mandado construir este castelo, que se foi transformando e adaptando ao longo de mais de 1000 anos.                          


Foi uma praça fundamental durante a Reconquista e depois de ter sido tomada aos Muçulmanos por D. Afonso Henriques e integrada no novo reino de Portugal - na segunda metade do século XII - Marvão não perdeu a sua importância. Pelo contrário, evidenciou-se como bastião essencial para o controlo e povoamento da linha de fronteira, recebendo de D. Sancho II, em 1226, o seu primeiro foral.


Finda a Reconquista cristã, a defesa continuou a fazer parte e a pautar o quotidiano da vila, sobretudo devido à constante ameaça castelhana. Para melhor garantir a protecção do país, D. Dinis mandou dotar o burgo de uma outra cerca urbana no início do século XIV e reforçar o seu castelo.


Por diversas vezes esta praça se destacou na defesa das fronteiras de Portugal, importa lembrar o papel decisivo que teve, entre outros conflitos, na Guerra da Restauração (1640-1668), na Guerra da Sucessão de Espanha (1701-1715), na Guerra Fantástica ( 1762-1763), na Guerra da Laranjas (1801), nas Guerras Peninsulares/Invasões Francesas (1807-1811), na Guerra Civil (1832-1834) ou após a Revolta de Maria da Fonte e da Patuleia (1846-1847).

Fonte: Folheto Informativo - Castelo de Marvão; Texto de Jorge Alberto


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