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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Castelo de Penela


Castelo de Penela
   Há uma lenda da qual teria surgido o nome da vila.

 “Entre mouros e cristãos ia aceso o desfiar de campanhas e assaltos que deixavam o solo juncado de cadáveres. Cavaleiros e peões acutilavam-se furiosamente e só a poder de esforço ciclópico as fortalezas caíam na posse dos vencedores. O nosso Rei Conquistador, empenhado como andava em combater os infiéis, tomou-se ainda de mais razões do que tinha para dar terras à cristandade e lançou-se na ideia de rechaçar os mouros dos castelos de  Sobral e Penela de que eles se haviam apossado, corria o ano de 1127.

 Não era fácil a empresa, pois os sarracenos, vigilantes nas atalaias, a todo o custo queriam manter-se nas fortalezas, que pareciam inexpugnáveis. De noite e sempre que o perigo se avizinhava, as almenaras dos castelos brilhavam com um clamor de socorro, que não tardava a chegar. Razão havia por isso para que se utilizassem todos os ardis que, por vezes, valiam mais do que a própria valentia e arrojo dos homens.

D. Afonso Henriques não desanimava da ideia de se apossar do castelo de Penela e, assim, agrupou uma manada de bois, que disfarçou com ramagens, metendo entre os animais os seus soldados. Desse modo conseguiram aproximar-se de Penela e do seu castelo. Pacientemente esperaram os cristãos o momento do assalto, que queriam fazer de surpresa para que, sem grande sacrifício de vidas, a bandeira da CRUZ flutuasse na fortaleza. Largas horas, encobertos pelas moitas, aguardavam os lusitanos a altura em que poderiam lançar-se ao assalto. Rompeu o dia e o momento avizinhou-se quando viram grande número de mouros acompanhando o gado a que iam dar de beber .De coisa alguma os sarracenos desconfiavam. Iam, dessa feita, mais preocupados com os animais do que com a ideia de defender o castelo, de onde tinham saído pela porta que, depois, se chamou de Porta da Traição. Mal os viram entregues aos cuidados de dessedentar o gado, os cristãos, sempre com dissimulação, galgaram rapidamente a encosta e, encontrando a porta da Traição aberta, por ali entraram. Surpreendidos, os mouros que tinham ficado no forte procuraram dar-lhes luta. O valor dos assaltantes era, porém, maior que a coragem que os infiéis revelaram.

O capitão dos cristãos, olhos chamejantes, ao umbral da porta dando o exemplo de destemor, a todos procurava animar com os gritos:- Coragem! Coragem!. Já temos o pé nela! Já estamos com o pé nela!...
Daí, a crer na lenda, o nome de PENELA.

Fonte: Daqui




Arco da Misericórdia

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