Mensagens populares

sábado, 21 de julho de 2012

Igreja Matriz de Pedrógão Grande


Igreja Matriz de Pedrógão Grande
Depois das guerras da Reconquista Cristã a região de Pedrogão Grande foi repovoada por ordem de D. Afonso Henriques. O rei acabou por doar as terras que lhe correspondiam ao seu filho bastardo, D. Pedro Afonso, que em 1206 concedeu à vila o primeiro foral.

Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a igreja matriz de Pedrógão Grande data desta época, desconhecendo-se a tipologia original do templo. Em 1295 a matriz seria anexada à mesa capitular do Cabido da Sé de Coimbra.

No século XVI, devido à ruína do templo, este foi objecto de obras de transformação da sua estrutura. Para realizar a primeira campanha de obras foi contratado o arquitecto Jorge Brás, que trabalhou na fábrica de obras da igreja entre 1537 e 1539, sendo responsável pela reedificação da capela-mor, das sacristias e do corpo da igreja. Embora o povo de Pedrógão grande custeasse as obras, o cabido da Sé de Coimbra suportou todas as despesas relacionadas com a edificação da capela-mor.

Em meados do século era alterada a fachada do templo. Em 1553 a câmara da vila contratou Baltazar de Magalhães para construir uma maciça torre de três corpos, edificada no meio da fachada principal. Embora de construção tardia, este modelo de fachada, com torreão saliente adossada no eixo da nave, dividida em três pisos, é uma das tipologias utilizadas na arquitectura manuelina, de que são exemplos as igrejas de Elvas ou de Olivença.

A torre foi reparada em 1736 por ordem de D. João V, devido ao estado de degradação em que se encontrava na época.

Em Maio de 1554 o Cabido da Sé de Coimbra contratou o escultor João de Ruão para a execução de um retábulo, do qual actualmente subsistem apenas algumas peças. O retábulo, que ocupava a ábside da capela-mor, deveria ter uma composição semelhante à do retábulo da igreja de São Salvador, em Coimbra, com o sacrário colocado ao centro, no plano inferior, encimado pela imagem de Nossa Senhora da Assunção, ladeada pelas imagens de São João Evangelista, São Pedro, São João Baptista e São Paulo (BORGES, Nelson Correia,1980,p.69). Desta obra subsistem as estátuas dos santos, policromas, e a imagem da padroeira.

Estruturalmente a igreja segue o modelo das igrejas mendicantes, com naves escalonadas, cobertura de madeira, e capela-mor abobadada, com abóbada polinervada.

No século XVII, foi executado um novo programa decorativo da capela-mor, pelo que o espaço foi decorado com azulejos de padrão policromos. O retábulo de talha que substituiu a peça quinhentista da autoria de João de Ruão foi executado no século XVIII, ao mesmo tempo que eram edificados os altares laterais.


Fonte: Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2005

Sem comentários:

Enviar um comentário