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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Casa do Vento que Soa - Sortelha - Sabugal


Casa do Vento que Soa - Sortelha

       "Está situada no perímetro interior das muralhas. De planta em U, possui dois pisos e a escadaria exterior com balcão alpendrado com duas colunas de capitel simples.
      A sua construção é enquadrada entre os séculos XVI-XVIII. Contudo, trata-se apenas de uma hipótese, dado que não existem elementos que permitam uma datação segura."


Fonte: Espírito  de Aventura, Aventura nas Aldeias Históricas, Roteiro de Sortelha




Lenda da Aldeia Histórica de Sortelha

O Vento que soa



Conta-se que estando á beira da morte, um pai chamou seu filho e disse-lhe que mesmo não tendo riquezas para lhe deixar tinha um conselho para lhe dar, que valia ouro.

“Se tiveres um segredo, que não queiras ver espalhado pelo vento que soa, não o contes a ninguém. Nem a tua mulher, nem ao teu maior amigo. Guarda-o, porque um verdadeiro segredo guarda-se no coração…”


O rapaz aceitou o conselho, mas ficou muito intrigado, porque não entendia totalmente as palavras de seu pai.

Tanto pensou e matutou que resolveu fazer uma experiencia. Lançaria um falso segredo a ver o que acontecia.

Andava ele a imaginar qual seria, quando se soube que um grande senhor das terras de Sortelha andando à caça, tinha perdido o seu falcão preferido. Oferecia uma bela recompensa a quem o entregasse no castelo, mas ai de quem lhe fizesse mal… Ora aí estava a historia que o rapaz precisava.

Como por acaso, tinha encontrado o falcão perdido que, cansado e com fome, se deixara facilmente apanhar, seria fácil testar as palavras de seu pai.

Convidou o seu maior amigo para jantar e disse-lhe que tinha morto, por acidente, o falcão tão procurado. O amigo ficou muito aflito e mais aflito ficou quando o anfitrião lhe disse que, para não arriscar a ser descoberto o tinha cozinhado e era precisamente o falcão que estavam comendo nesse jantar. O pobre homem ficou tão aflito que nem sabia o que fazer. Se por um lado não podia trair a confiança do seu amigo, por outro lado aquele segredo pesava-lhe na alma. Então, em desespero, dirigiu-se à beira rio e falou em voz baixa para as canas: “Foi o Zé do Feijão que matou o falcão”. Mais aliviado e certo de estar sozinho, lá foi a sua vida. No entanto e pouco depois um pastor que por ali andava cortou uma dessas canas para fazer uma flauta. Para seu espanto quando soprou, em vez de música só se ouviu: “Foi o Zé do Feijão que matou o falcão”. E claro, o segredo espalhou-se rapidamente. Logo foram a casa do Zé do Feijão que, facilmente provou estar inocente, ao apresentar o falcão vivo e de boa saúde. E ainda recebeu a recompensa prometida pelo dono. Mas finalmente tinha percebido o quanto o seu pai era sábio e como eram valiosas as suas palavras…


Fonte: Casas do Cruzeiro


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