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domingo, 20 de maio de 2012

Praia da Barra - II



"Meio - dia"

Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
O sol no alto, fundo, enorme, aberto,
Tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo.
Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso solitário e antigo,
Parece bater palmas.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra Poética - I, Lisboa, Caminho


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